História das coleções do Louvre

História das coleções do Louvre

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História das coleções do Louvre

Desde que o “Musée Central des Arts”, (atual Museu do Louvre) foi aberto oficialmente em 18 de novembro de 1793, por decreto do governo Revolucionário, à visitação da Grande Galeria do Louvre, para população francesa e estrangeira, o museu apresentava somente uma pequena coleção de pinturas.

A história das coleções do Louvre começou a partir do século XIV com o rei Carlos V (1364-1380), e seus irmãos, Luís duque d’Anjou, João duque de Berry, que colecionavam vários objetos de arte, em metal, prata ou ouro; livros antigos em iluminuras (pinturas decorativas em folhas de ouro, que iluminavam as imagens das páginas); tecidos e tapetes medievais…

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Carlos V (1364-1380)

Muito destes objetos entraram para o Museu do Louvre legalmente, muitos comprados nos colecionadores, outros entraram por doações, e alguns confiscados dos seus proprietários, após a revolução francesa.

Luís XII (1498-1515) foi o primeiro rei a comprar obras italianas para sua coleção particular, obras de Leonardo da Vinci e de Fra Bartolomeo.

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Luís XII (1498-1515).

Mas foi no reinado de Francisco I° (1515-1547), que entraram a grande coleção de esculturas, objetos de arte e pinturas dos mestres italianos, de novo Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Primatice, Ticiano.

Grande admirador e colecionador que gostava de expô-las para os seus convidados, no salão de pinturas do castelo de Fontainebleau.

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Francisco I° (1515-1547).

Durante os reinados seguintes: Henrique II (1547-1559), Francisco II (1559-1560), Carlos IX (1560-1574), Henrique III (1574-1589), Henrique IV (1589-1610) houve uma forte diminuição nas aquisições de obras devido as graves crises politicas, e as guerras de religiões que se estendia por toda a França e outros países da Europa.

Com Luís XIII (1610 – 1643), apesar de não ser nenhum admirador das artes, a França teve a sorte de contar com a coleção particular de seu Primeiro Ministro e Cardeal Richelieu. Grande amante da arte do século XVII que teve suas principais obras-primas confiscadas pelos revolucionários que lutavam contra a monarquia absolutista.

O Louvre recebeu uma coleção tão importante que seu nome deu origem a uma das alas do atual Louvre, ala Richelieu.

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cardeal Richelieu (1585-1642)

Com Luís XIV, a coleção do Louvre dispunha de somente 200 pinturas no início de seu reinado em 1643, mas acumulava no fim em 1715, mais de 2.000 pinturas, muitas esculturas e objetos de artes. Grande soberano que tinha uma admiração por todo tipo de artes tornou-se o maior colecionador de obras de artes da Europa. Reunindo um tesouro para França e seus descendentes.

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Luís XIV (1643-1715).

De rei em rei, as coleções particulares da coroa foram se enriquecendo na medida em que tomavam consciência de novos estilos, técnicas artísticas, e descobertas arqueológicas acumularam todo o tipo de arte que se apresentava seja ela: asiático, africana, européia…

Tudo foi catalogado e guardado como tesouro nacional.

No século XIX, com as campanhas de Napoleão Bonaparte, pelo Egito e Europa, as coleções não pararam de se acumular.

No reinado de Carlos X (1824-1830) foram criados vários departamentos de artes, para organizar todas essas obras que estavam dispersas por diversas salas do Louvre, sem uma especificação da arte.

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Carlos X (1824-1830).

Após revolução de 1848, os departamentos foram organizados por temas ou por ordem cronológica.

Com Napoleão III, o Louvre passou por grandes reformas interiores e departamentais crescendo consideravelmente principalmente com a compra em 1861, da coleção Campana  (Giampietro Campana), com uma grande variedade de objetos de arte, esculturas e pinturas.

Nos últimos anos, o Louvre continua em uma busca incansável para o enriquecimento das suas coleções, buscando sempre alternativas para comprar obras valiosas que faltam para completar seus departamentos.

Compras com ajuda pública, doações de particulares, de empresas privadas tudo é permitido e incentivado pelo governo para aquisições de grandes obras, em leilões públicos ou diretamente dos colecionadores particulares.

Alas Denon, Sully, Richelieu.

De um total de 554.500 obras do Louvre, somente 38.000 estão expostas, e distribuídas pelos 8 departamentos, numa aérea aberta ao público de 73.000 m², (de um total de 210.000 m²), espalhadas em 403 salas, 13 km de galerias, 3 alas interligadas, (Sully, Denon e Richelieu), e 5 níveis, (-2, -1, 0, 1, 2).

Ala Denon

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Dominique Vivant Denon (1747-1825).

Dominique Vivant Denon foi pintor, escritor, egiptólogo, diplomata francês, acompanhou o comandante Napoleão Bonaparte em sua campanha militar e científica no Egito (1798-1799). No seu retorno foi nomeado primeiro Diretor Geral do Museu Central das Artes e Museu Napoleão (clique aqui para ler a História do Louvre).

Personagem impar na organização das coleções de obras, departamentos, e na administração do Louvre. De tão importante que foi para artes, uma das três alas do Louvre recebeu seu nome: Ala Denon.

Ala Sully

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Duque de Sully (1559-1641).

Maximilien de Béthune. Duque de Sully (1159-1641) foi um militar protestante, um dos poucos dos sobreviventes, do massacre da noite de São Bartolomeu (clique aqui para ler meu outro artigo), companheiro de armas e ministro das finanças do rei Henrique IV (1589-1610).

Sully conseguiu tirou o país do caos, e da falência econômica por causa das guerras religiosas, equilibrando as contas do estado, e a livre circulação de mercadorias pelo país. Impulsionou as manufaturas, o artesanato e as plantações de amoreiras para fabricação dos tecidos em seda para exportações.

Ajudou com suas ideias ao projeto dos arquitetos Louis Métezeau, e Jacques II Androuet du Cerceau para construção da “Grande Galeria” do Louvre, ao longo do rio Sena, fazendo assim a união do Palácio do Louvre com o Palácio da Tulherias. 

Em sua homenagem, uma das três alas do museu do Louvre, recebeu o seu nome: Ala Sully.

Ala Richelieu

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cardeal de Richelieu (1585-1642).

Armand Jean du Plessis de Richelieu. Cardeal de Richelieu (1585-1642), eclesiástico da igreja católica (cardeal), político francês foi o 1° ministro do rei Luís XIII (1610-1643) um dos idealizadores do Estado moderno francês, implantado pelo rei Luís XIV (1643-1715) pelo nome de Absolutismo.

Foi uma grande colecionador, mecenas e protetor das artes. Ao falecer doou ao rei Luís XIII (1610-1643) o “Palais-Cardinal” (atual Palais-Royal ou Palácio Real), com todas pinturas e esculturas que estavam dentro. Todas as obras, juntamente com as confiscadas de seus herdeiros legítimos, pelos revolucionários (1789-1799) foram parar no Museu Central da Artes, (atual Louvre).

Por tudo que fez pelas artes e educação, seu nome também foi lembrado em uma das alas do Louvre, como, Ala Richelieu.

Departamentos do Louvre:

São oito departamentos com suas histórias próprias organizadas, tematicamente ou cronologicamente, e no “Pavillon de l’Horloge”, (Pavilhão do Relógio) na ala Sully, a ilustração através de maquetes e painéis interativas, toda a história do Louvre,  as diversidades das coleções, e as atualidades do museu.

1 – Antiguidades Egípcias (4.000 a.C – 30 a.C).

O departamento de antiguidades do Egito que se encontra na ala Sully apresenta objetos da vida cotidiana ou de culto, proveniente do vale do rio Nilo, (do Sudão até o norte do Egito).

Esculturas, pinturas e vestígios de templos ou de sepulturas a partir do fim da pré-história (4.000 a.C) passando pelo domínio Romano (30 a.C) terminando na era cristã no século IV d.C.

Este departamento foi criado em 1826, por decreto do rei Carlos X (1824-1830) principalmente para abrigar as coleções de Napoleão I° (1804-1815) trazidas durante sua Campanha pelo Egito (1798-1799).

Teve como principal administrador Jean-François Champollion (1790-1842) primeiro homem a conseguir decifrar os hieróglifos, considerado o pai dos estudos da egiptologia.

Obras em destaque:

Le Scribe accroupi (O Escriba sentado). Ala Sully, nível 1, sala 635.

Statue d’Amenemhatânkh – Ala Sully, nível 1, sala 636, vitrine 19.

Tête de sphinx du Roi Didoufri, (Cabeça de esfinge do rei Didoufri) – Sully, nível 1, sala 635, vitrine 04.

Aménophis IV, (Busto de Aquenáton). Ala Sully, nível 1, sala 638.

Momie d’Homme (Múmia de um Homem). Ala Sully, nível térreo, sala 322.

2 – Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas (6.500 a.C – 30 a.C).

Este departamento que se encontra na ala Sully e Denon juntamente com o departamento de Pinturas foi o primeiro a ser aberto ao público em 1793,

O conjunto das coleções do rei Francisco I° (1515-1549), entre esculturas, vasos, cerâmicas, marfins, afrescos, vidros e bronzes vindos de vários castelos reais, foram confiscadas pelos revolucionários em 1789, e outras que estavam em posse por membros da corte.

Hoje uma grande parte dessas obras são encontradas nas alas Sully e Denon.

As antiguidades Gregas estão expostas, esculturas e objetos que mostra à evolução desta arte, desde o fim da pré-história até as conquistas Romanas.

Na arte Etrusca, objetos como jarros, armas, sarcófagos, esculturas ilustrando a vida desta população antes das conquistas romanas.

No arte Romana, as obras estão expostas em ordem cronológica desde o fim da república até a queda do império Romano.

Obras em destaque:

Dame d’Auxerre, (Dama de Auxerre) – Denon, entressolo, sala 170, vitrine 16.

Victoire de Samothrace, (Vitória de Samotrácia) – Denon, escada Daru.

Vênus de Milo, (Afrodite) – Sully, nível 0, sala 346.

Sarcophage des époux de Cerveteri – Denon, nível 0, sala 420.

Artémis à la biche, (Diana de Versalhes) – Sully, nível 0, sala Cariátides, sala 348.

3 – Antiguidades do Próximo Oriente (7.500 a.C – 500 d.C).

Este departamento se encontra na ala Richelieu e Sully, cobre um período de 8.000 anos, desde a pré-história até a presença islâmica nos territórios da África do Norte, Ásia Central, Ásia Menor (Anatólia) e a Península Arábica. No século 19, a França participou ativamente em buscas arqueológicas em Terras Santas, em lugares mencionados na Bíblia. Departamento inaugurado em 1847 como “Museu Assírio, (Musée Assyrien)”. E em seguida Departamento de Antiguidades Orientais. Os Franceses, Paul-Emile BOTA, Victor PLACE e Ernest de SARZEC, foram os grandes nomes das coleções atuais do Louvre, trazidas em suas expedições na antiga Mesopotâmia. No século 20, podemos destacar François THUREAU-DANGIN, Claude SCHAEFFER e André PARROT com descobertas importantes no atual Iraque e Irã.

Obras em destaque:

Code de Hammurabi,(Código de Hamurabi) – Richelieu, nível 0, sala 227.

Statue d’Ebih-Il, nu-banda – Richelieu, nível 0, sala 234.

Chapiteau d’une colonne de la salle d’audiences (Apadana) du Palais de Darius Ier (Capitel de uma coluna, Palácio de Dario I)-Sully, nível 0, sala 307.

Taureau androcéphale ailé, (Touro alado com cabeça humana) – Riclelieu, nível 0, sala 229.

4 – Artes do Islã (700 – 1800).

Departamento aberto em 1893, na ala Denon, como o nome de “Arts Mulsulmans” (Artes Muçulmanos), enriquecida em 1912, com as doações da Baronesa Delort de Gléon. Em 1922, com as doações da família Rothschild. Em 1932 doações do casal Koechli. E a mais importante em 2009, Pantanella-Signorini.

Em 2003 foi Aberto como departamento Artes do Islã, fechado em 2008 para obras, e reinaugurado em 2012, dentro da “cour Visconti” (antigo pátio interior descoberto), com um novo projeto pelos renomados arquitetos: Rudy Ricciotti (francês) e Mario Bellini (italiano), que criaram uma estrutura de vidro dourada e ondulada usada como cobertura deste espaço.

Hoje estão em expostas quase 14.000 objetos, 3.500 obras em 1.100 anos de história de forma cronológica, desde a fundação do Islã ate o século XVIII. Objetos em cerâmica, vidro, madeira, metais preciosos e magníficos tapetes decorativos.

Obras em destaque:

Pyxide d’al-Mughira (caixa de marfim ) – ala Denon, nível -1, Arte do Islã.

Baptistère de Saint Louis (bacia de metal para batizados) – ala Denon, nível -1, Arte do Islã.

Bouteille au blason de Tuquztimur (garrafa com o brasão, em vidro esmaltado e dourado) – ala Denon, nível -1, Arte do Islã.

Tapis de Mantes (tapete de Mantes) – ala Denon, nível -1, Arte do Islã.

Lion de Monzon (Leão em bronze) – ala Denon, nível -1, Arte do Islã.

5 – Pinturas (1250 – 1848), na ala Denon, Sully e Richelieu.

Espalhados por todos os departamentos do Louvre, Denon, Sully e Richelieu, segundo sua procedência, origem, tema e cronologia, retratando o período que começa na Idade Média terminando no século XIX, precisamente em 1848, e é o mais importante e visitado do Louvre.

Foi o primeiro a ser aberto ao público em 1793, abrange obras de artistas da França, Itália, Espanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, e países da Europa do Norte, desde a Idade Média até 1848.

Um total de 12.600 quadros, onde 5.100 estão emprestados para outros museus ou guardados em depósitos, e entre 7.500 quadros que restaram somente 3.400 estão expostos ao público.

Um retrato da história da humanidade, a evolução da arte pela pintura, e de seus autores, onde cada século é representado por obras e expressões artísticas distintas, e divididas por tipo de “Escola”.

Escola Francesa:

Século XIV, a pintura mais antiga é um retrato de um autor desconhecido, ”Jean II le Bon”.

Século XV é representado pelos pintores, Jean FOUQUET, Enguerrand QUARTON, irmãos LIMBOURG. No século XVI, temos Jean CLOUET e seu filho, François CLOUET.

século XVII importante produção artística no reinado de Luís XIV, com pintores como: Nicolas POUSSIN, Georges DE LA TOUR, Hyacinthe RIGAUD, Simon VOUET, os irmãos LE NAIN, Philippe de CHAMPAGNE, Claude LORRAIN, Eustache LE SUEUR, Laurent DE LA HYRE, Sébastien BOURDON e Charles LE BRUN.

Século XVIII, com Antoine WATTEAU, Jean-Honoré Nicolas FRAGONARD, Jean Baptiste Siméon CHARDIN, François BOUCHER, Hubert ROBERT, Nicolas de LARGILLIERRE, Nicolas LANCRET, Jean-Baptiste OUDRY, Jean-Marc NATTIER Claude Joseph VERNET, Jean-Baptiste GREUZE, Élisabeth VIGÉE LE BRUN e Pierre-Henri de VALENCIANNES.

Século XIX, período imperial de Napoleão I° e Napoleão III, e real, temos os trabalhos dos pintores; Jacques-Louis DAVID, Théodore GÉRICAULT, Eugène DELACROIX, Jean-Auguste-Dominique INGRES, Pierre-Paul PRU’DON, GIRODET-TRIOSONDECAMPS, Eugène ISABEY, Théodore CHASSÉRIAU, Hippolyte FLANDRIN, Théodore ROUSSEAU, Jean-François MILLET, e um grande número de quadros de Camille COROT.

Escola do Norte (norte da Bélgica, Holanda e Alemanha):

Século XV e XVI, representados no Louvre com os pintores: Jan van EYCK, Rogier VAN DER WEYDEN, Jerôme BOSCH, Gérard DAVID, Quentin METSYS, Dirk BOUTS, Hans MEMLING, Joos van CLEVE, Joachim PATINIER, Bernard van ORLEY, MABUSE, Lucas de LEYDE e Pieter BRUEGHEL, o Antigo. Albrecht DURER,

Lucas CRANACH o Antigo, Hans HOLBEIN o Jovem

Século XVII têm os seguintes pintores: REMBRANDT, Frans HALS, VAN DYCK, RUBENS, Johannes VERMEER, Jan BRUEGEL o Antigo, Pieter de HOOCH, Hooch Gerard TER BORCH, Pieter SAENREDAM, Jacob VAN RUISDAEL,

Século XIX, com Caspar David FRIEDRICH.

Escola Italiana:

Do século XIII até o século XVI, temos os principais: CIMABUE, Lorenzo MONACO, GIOTTO, FRA ANGELICO, Piero della FRANCESCA, Paolo UCCELLO, Piero PISANELLO, Fillippo LIPPI, Sandro BOTICELLI, Luca SIGNORELLI, Signorelli, Antonello da MESSINA, Vittore CARPACCIO, Giovanni BELLINI, Domenico GHIRLANDAIO, Sebastiano DEL PIOMBO, Andrea DEL SARTO, Lorenzo LOTTO, LE CORREGE, PONTORMO, Agnolo BRONZINO, PARMIGIANINO, ARCIMBOLDO, Federico BAROCCI, e o mais famoso do Louvre, Leonardo DA VINCI.

Século XVII, representados pelos pintores: CARRAVAGE, Annibale CARRACHE, Carrache, Guido RENI, GUERCHIN, DOMINIQUIN, Guerchin, Pierre de CORTONE, Salvator RoSA et Luca GIODANO.

Século XVIII, Sebastiano RICCI, Francesco SOLIMENA, Giovanni Paolo PANNINI, CANALETTO, Francesco GUARDI Guardi, Giambattista TIEPOLO e seu filho GIANDOMENICO.

Escola Espanhola:

Os principais são: EL GRECO, VELASQUEZ, MURILLO, RIBERA, ZURBARAN, e GOYA.

Escola Britânica e Americana:

Os que estão presentes no museu são os pintores do século XVIII e XIX, como: William HOGART, Thomas GAINSBOROUGH, Joshua REYNOLDS, Joseph WRIGHT OF DERBY, John CONSTABLE, Richard PARKES BONINGTON e Joseph Mallord WILLIAM TURNER, Gilbert STUART.

O Louvre tem também artistas representados pelas Escolas: Escandinavas, Belgas, Austríaca, Grega, Russa, Suíça e Portuguesa, mas em bem menos quantidade.

6 – Esculturas (500 – 1850), na ala Richelieu e Denon.

As principais esculturas foram repartidas pelas alas: Denon – esculturas Medievais e Renascentistas, Italianas, Espanholas e Escola do Norte), e Richelieu – esculturas francesas do século XVII, XVIII e XIX, distribuídas em dois pátios cobertos, Cour Puget e Cour Marly, reabilitados no projeto do Grande Louvre de Ieoh MING PEI.

Todas as esculturas se encontram no nível 0 ou no nível -1 devido ao peso e tamanho das obras.

Obras em destaque:

Estátuas equestres de: Antoine COYSEVOX e Guillaume COUSTOU – ala Richelieu, nível -1, “Cour Marly”.

Psyché ranimée par le baiser de l’Amour” (Eros e Psiquê) de Antonio CANOVA- Ala Denon, sala 4, galeria Michelangelo.

Sainte Marie-Madeleine, de Gregor ERHART – Ala Denon, entre níveis, 0 e -1, sala C, vitrine 6.

“Captif” (os Escravos) de MICHELANGELO – Ala Denon, nível 0, sala 4.

“Tombeau de Philippe Pot (1428 – 1493), grand sénéchal de Bourgogne” (autor desconhecido), ala Richelieu, Philippe Pot, sala 210.

“Milon de Crotone”, de Pierre Puget – Ala Richelieu, entre níveis, 0 e -1, “cour Puget”.

7 – Objetos de Arte (500 -1850).

Objetos espalhados pelos três alas do Louvre, Denon, Sully e Richelieu, expostos sempre no nível 1 de cada ala cobrindo o período da Alta Idade Media até meados do século XIX. Objetos preciosos, joias, armas, tapeçarias, vidraria, esmaltes pintados a mão, bronzes, gemas, diamantes da coroa, metais preciosos em ouro e prata, mobiliários, e reconstituições de interiores.

No dia 6 de Junho de 2014, foram abertas novas salas apresentando o mobiliário da época dos reis Luís XIV, Luís XV e Luís XVI, apartamento decorado do príncipe CONDÉ, em 1174 por Antoine-François CALLET, e os móveis de vários artistas como André-Charles BOULLE, Martin CARLIN, Mathieu CRIAERD, e Alexandre-Jean OPPENORD.

Obras em destaque:

”Vierge à l’Enfant de la Sainte-Chapelle” – Ala Richelieu, nível 1, vitrine 15.

“Couronne de l’impératrice Eugénie” (coroa da imperatriz Eugénie) – Ala Richelieu, nível 1, galeria “d’Apollon”.

“Diadème de la duchesse d’Angoulême” – Aile Denon, nível 1.

Vase de porphyre: “Aigle de Suger” – Ala Richelieu, nível 1, vitrine 15.

Armário, de André-Charles BOULLE (1642 – 1732) – Ala Sully, nível 1.

8 – Artes Gráficas (1350 – 1850)

Considerada a coleção maior do mundo ficam expostas de forma rotativa em algumas salas temporárias, e na rotunda da ala Sully.

Máximo três meses, devido à fragilidade das técnicas empregadas no desenho, e da sensibilidade dos papéis que podem se deteriorar se a sala não estiver com uma iluminação adequada (50 lux), uma temperatura ideal (20°), e umidade relativa (50%).

São frágeis desenhos em pastéis, lápis, aquarelas, gravuras, livros, pedras litográficas, cobres, madeira, estampas, miniaturas, manuscritos dos mais importantes artistas da Europa, totalizando mais de 225.000 obras.

A coleção está ordenada em três grupos distintos:

“Cabinet de Dessins”, (sala dos desenhos): Constituído com coleção particular dos reis da França.

A coleção de Edmond de Rothschild, que doou ao Louvre em 1936, 40.000 estampas, 3.000 desenhos e 500 livros ilustrados.

Chalcographie”, ou Calcografia, (arte de gravar em metais): Inaugurada em 1797, reúne originais em cobres gravados para impressos em papel.

Artistas principais: Antoine Louis BARYE, DURER, Leonardo da VINCI, REMBRANDT,Jacques-Louis DAVID, Jean-Baptiste CHARDIN, Claude GELLÉE, FRAGONARD, INGRES, DELACROIX e Charles LE BRUN.

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