As Três Graças

As Três Graças

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As Três Graças ou Cárites, são as deusas da beleza na mitologia grega, representadas nuas, em pé, e graciosamente abraçadas. Geralmente a jovem do centro, sempre aparece de costas para o expectador.

Segundo alguns poetas gregos são elas (da esquerda para direita):

Eufrosina (alegria), Aglaia (elegância e esplendor) e Tália (juventude e abundância ), representantes da “Vida” em toda sua plenitude, símbolos da sedução, concórdia, gratidão, da criatividade e da fecundidade.

Espalham a alegria da natureza nos corações dos homens e dos Deuses.
Podem ser as filhas de Zeus com Eurínome, ou as filhas de Dionísio (deus do Vinho, e das Festividades), ou de Hera (rainha dos deuses). Faziam parte do cortejo de Apolo, Afrodite, Hera e talvez Dionísio.

Não muito relevantes na mitologia grega e romana, a partir do século XIV e até nos dias hoje, se tornaram símbolo da harmonia e da beleza universal, representadas por inúmeros pintores e escultores.

As Três Graças, de Pradier:

As Três Graças (1831) em mármore, do escultor Jean-Jacques Pradier (1790-1852) foi uma ideia já apresentada em 1763, por Charles-Andre Van Loo (1705–1765), e principalmente por Antonio Canova (1757-1822), com suas duas versões realizadas entre 1813-1817 apresentando as jovens viradas para o mesmo lado.

Seguindo o estilo neoclássico do momento em Paris, Pradier e copiando como Canova também preferiu colocá-las viradas para frente, conferindo assim ao grupo, muita sensualidade e elegância.

Uma das caraterísticas da obre Pradier era combinar elementos na mitologia e histórias antigas com uma arte inovadora inspirada na beleza da natureza. Com esse tema simbólico as Três Graças foram marcadas por um forte naturalismo e uma atraente sensualidade.

As Três Graças
As Três Graças (1831), de Pradier. Museu do Louvre.

O realismo da posições dos corpos e nas expressões dos rostos das jovens, quebraram também totalmente com a forma tradicional que eram tratadas as esculturas antigamente. Trazendo uma leitura mais fresca, elegante e pura para obra.

As Três Graças
Detalhe costas – Três Graças (1831), de Pradier. Louvre.

Os críticos da época fizeram os seguintes comentários: “Respeito escrupuloso pela verdade da forma”, “calor de execução”, e até mesmo “Três Graças bonitas e desejáveis”.

Adquirido em 1831, no reinado de Luis-Filipe I° (1830-1848), pelo Ministério da casa do Rei. Entrou para o Louvre em 1928.

A grupo das Três Graças tem uma altura de 1,72 m, largura de 1,02 m, e profundidade de 0,45 m.

Localização no Louvre:

Departamento de Esculturas francesas do século XIX.

Antoine-Denis Chaudet (1763-1810), o neoclassicismo na escultura.

Ala Richelieu, Sala das Cariátides, nível térreo, sala 225.

Planta do Louvre. Assinalado amarelo, ala Richelieu, térreo, sala 225.

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Fonte: Museu do Louvre. Foto capa: P. Philibert.

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